A situação actual

A acessibilidade actual da Estação de Santa Apolónia em Lisboa é propícia a acidentes por obrigar os utentes a percorrer 150 metros de uma rua com passeios de largura inferior a 50 cms o que é manifestamente insuficiente para garantir quaisquer condições de segurança para os peões.

Em alternativa a esta situação pode ser criada uma “Entrada Norte”, através do CORTE DO MURO NORTE da estação, abrindo assim uma entrada directamente para o Cais 1, um local adequado aos passageiros, com acesso facilitado à passagem subterrânea que permite aceder às restantes linhas.

Para divulgar esta proposta foi criado o movimento “Entrada Norte” que agrupa cidadãos que pretendem colaborar para melhorar a acessibilidade da Estação de Lisboa – Santa Apolónia.

Este é o site oficial do movimento. Seja bem-vindo.

6 Responses to “Acerca”

  • Fenomeno45:

    Bom Dia

    Não entendo o porque de afirmarem que a REFER é que é a culpada, não será antes Câmara Municipal de Lisboa.

    A Rua é pertenca de quem? Quem é que tem de criar condições para as pessoas. A estação tem uma porta de entrada, como qualquer casa, as visitas não entram pela porta do alpendre. Entram pela porta de casa.

    Fenomeno

    • baiavieira:

      Caro “Fenomeno”,

      Desde já, obrigado por discordar, porque a discórdia promove o diálogo.

      Esse argumento, de que a rua é pertença da CML e ela é que tem de resolver o problema, tem sido brandido pela REFER como a principal razão para não fazerem nada. Mas pergunto:

      Se a estação foi construída pela REFER de costas para as 11000 pessoas que moram junto a ela;
      Se quem passa naquela rua o faz apenas para aceder à estação da REFER e não tem outra forma de o fazer;
      Se quem beneficia do tráfego dos peões é a REFER e quem pode resolver o problema é a REFER;
      … porquê centrar a questão na CML?

      Sim, a CML também é parte interessada, como é óbvio. Mas permita-me uma comparação: gostava que o convidasse a vir a minha casa mas o obrigasse a dar a volta toda ao quarteirão ao frio e à chuva e correndo o risco de ser atropelado, só para conseguir chegar ao mesmo local onde estava antes?

      A estação está lá para nos servir, não para a REFER “brincar aos comboios”, por assim dizer. E servir os passageiros é simples neste caso, basta abrir portas onde elas deveriam existir desde sempre. A REFER sabe que passam 2000(!) pessoas naquela rua todos os dias mas opta por não abrir uma porta porque diz “não ter condições de segurança para o fazer”. Este argumento é insustentável quando a alternativa é o cenário actual de perigo constante.

      Grato pela colaboração,

      Basílio Vieira

  • fenomeno:

    Boa Noite

    Quando adquiriu a sua casa já existia no local a estação?

    Vou antecipar a sua resposta. Já lá existia a estação, como é natural quando adquiriu a casa já sabia da existência dessa limitação.

    Com o respeito que todas as opiniões merecem, penso que seja de todo descabido apontar o dedo á REFER.

    Essa provavemente será o ultimo elo de uma cadeia muito maior.

    Quando a REFER alega falta de segurança para poder manter as portas abertas secalhar terá alguma razão para ao fazer.

    Faz tempos que abandonei as minhas idas diárias para LIsboa (via Stª Apolónia), mas ainda tenho retido na minha memória a quantidade de pessoas a atravessar as linhas fora dos locais própios para tal. Recordo ainda que as passadeiras que se encontram junto ao Auto Expresso (Antigo local de acraga e descarga de carros) são para uso particular dos funcionários. Caso exista um acidente como um de vós a atarvessar as linhas ou no interior das instalações de quem é a responsabilidade

    Atenciosamente

    Fenomeno

  • baiavieira:

    Caro “fenomeno”,

    Sim, está correcto, a estação já existia antes de me mudar para cá. Inclusive já existia antes de eu ter nascido. Mas as “limitações” que existam devem ser alvo do nosso esforço para serem ultrapassadas: estamos assim a contribuir para um mundo melhor, mais cómodo e seguro.

    Mas permita-me uma correcção, a REFER não é um último ela de uma cadeia maior: Ela é o maior elo da cadeia, é quem tem autoridade para mudar o acesso à estação. Aliás, são eles que beneficiam com a existência da estação.

    O acesso junto ao Auto-Expresso/Catering foi encerrado em Setembro ou Agosto de 2009, por razões com as quais eu concordo: o atravessamento da linha fazia-se de forma pouco segura. Abrindo uma entrada mais próxima da Rua dos Caminhos de Ferro é possível evitar o perigo da rua e os passageiros teriam acesso à passagem inferior que agora está limpa, pintada, iluminada e com video-vigilância. Tem tudo para ser usada, menos utentes.

    Como lhe digo, concordo com o encerrar do acesso junto ao Catering (Rua Diogo Couto). Não consigo concordar é com a atitude de não dar alternativas: as pessoas que antes corriam o perigo de serem atropeladas por um comboio, agora correm o perigo de ser atropelados por um autocarro. Comboio ou autocarro é igual para quem morre, só é diferente nas estatísticas da REFER.

    Atenciosamente,

    Basílio Vieira

  • susana:

    Como estamos, temos entrada para breve ou não?
    Qual o ponto de situação.
    Obg

  • Duarte Silva:

    Olá a todos, é com grande contentamento que encontro este movimento e até algum orgulho do nosso povo em não ficar calado quando realmente deve mostrar o seu descontentamento :)

    Eu não sou de Lisboa mas trabalho no regimento de transmissões do exército e por muitas vezes passo nesse local e é de caras que temos ali problemas de acesso… acabei de abrir este site não sei ainda muito bem quais as reivindicações deste movimento mas vos garanto que pelo menos desleixo existe, já que a própria estação tem uma porta, na rua em questão, que está fechada ora uma porta quando é planeada suponho que seja para estar aberta mesmo que à noite fique fechada, essa porta está sempre fechada. Eu próprio já fui à bilheteira perguntar porque é que a porta estava sempre fechada a que me responderam que a manutenção/funcionamento da estação não era da responsabilidade da CP…

    Talvez não seja má ideia uma qualquer intervenção de betão nessa área mas em tempos de crise é complicado, de qualquer das maneiras não há razão para manter as portas fechadas de uma coisa que é de todos, mais do que nunca, temos de dar bom uso ao que temos e de uma forma eficiente.

    Força!

Leave a Reply